Crianças autistas são alvo de intimidações

"O meu amor, dedicação, carinho, sonhos de um futuro transcendente, vai para minhas queridas crianças autistas, que, de forma silenciosa e, até muitas vezes geniais, nos revelam um lado inexplorado do ser humano."

A Comissão Especial da Educação Especializada para Deficientes da Câmara aprovou nesta-terça-feira (17), por unanimidade, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que impede as escolas de recusarem estudantes com deficiência maiores de 18 anos. De autoria da deputada Rita Camata (ES), a PEC 347/09 determina que os alunos sejam atendidos em condições e horários adequados às suas necessidades especiais. A proposta foi acatada na forma de substitutivo apresentado pelo deputado Paulo Delgado (PT-MG) e seguirá para votação em plenário.
Uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) de 2001 criou o conceito de “esgotamento das possibilidades educacionais”. Foi a partir dessa norma que começaram as interpretações erradas sobre o texto constitucional. Quando completava 18 anos, o aluno com deficiência tinha o atendimento interrompido ou era transferido para outra escola de Ensino de Jovens e Adultos (EJA).
Para a deputada, a PEC define de uma vez por todas que eles devem ter os mesmos direitos e oportunidades assegurados pela Constituição Federal. “A proposta assegura que todas as pessoas com deficiência têm um tempo diferenciado das demais. E garante que elas possam continuar aprendendo, seja com 10 ou 50 anos. Todos são iguais perante a lei”, explicou a deputada. De acordo com Rita Camata, sua proposta proporciona inclusão social, dignidade e cidadania.
Segundo o deputado Eduardo Barbosa (MG), a PEC corrige o "absurdo" que acontecia em escolas de todo o país. “Não podemos encerrar o processo educacional porque a pessoa fez 18 anos. Ela tem o direito de continuar frequentando o sistema escolar e, preferencialmente, na rede regular de ensino, próximo a sua casa e em horários adequados”, explicou.
Milhões podem ser beneficiados
24,6 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência, segundo dados do Censo Demográfico de 2000, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Livro : EU FALO SIM
autoras: Silmara R.Casadei e Vera L.M.Bailão.
Publicação da Escrituras Editora e Distribuidora de Livros Ltda
http://www.escrituras.com.br/ ou vendas@escrituras. com.br
Trata-se da história de Tomás e seu processo de inclusão escolar!
A relação com os amiguinhos da classe, o envolvimento dos profissionais, o desenvolvimento e aprendizado nesses anos todos.
Relata a abordagem pedagógica diferenciada com Intervenção Comportamental e a utilização do PECS funcional.
Um livro feito por uma tríade: diretora, terapeuta e família.
A escritora e diretora Silmara Rascalha Casadei, com a co-autora Vera Lucia Mendes Bailão e ilustrações de Marilei Moreira Vasconcellos Fernandes, mãe de Tomás.
O livro está sendo adotado pelas crianças das primeiras e terceiras séries do fundamental I na escola do Tomás neste mês de agosto. A leitura será trabalhada na escola, todo este mês.
A expectativa, a curiosidade e entusiasmo dos alunos é enorme!
Acredito que este livro venha preencher um espaço pouco trabalhado na literatura infantojuvenil, e principalmente, auxiliar todas as escolas, profissionais e famílias na área da inclusão escolar de crianças neste país.
“Afinal, inclusão quanto mais cedo começar, melhor para todas as pessoas”.
A PESSOA COM DEFICIÊNCIA ENSINANDO OS CAMINHOS PARA ESCOLA INCLUSIVA
Os seres humanos são ligados por sentimentos que podem ser os mais diversos possíveis, raiva, amor, apatia... Assim é possível pensar que é importante que as pessoas tenham a possibilidade de viver de uma maneira mais autônoma dentro de um ambiente que verdadeiramente os acolha, sentido-se assim estimulados e à vontade para se arriscar tendo a oportunidade de experimentar realidades diversas verdadeiramente incluídos partilhando das mesmas atividades em nível de igualdade, podendo socializar-se com aqueles que partilham das mesmas necessidades, tendo muito mais que um cooperativismo ou um tipo de ajuda humanitária, mas educar a pessoa com deficiência para um socialização de fato para que esteja preparada para saber se portar diante das diversidades sociais, e assuma o papel de protagonista de sua própria vida. É preciso esse espaço de socialização. Um espaço adequado para pessoas que precisam de adequação, a vida do humano no mundo implica em luta pela sobrevivência e socialização, que implicam em processos cruéis de adaptação que cada um tem que passar para si formar como ser humano. O que podemos fazer para amenizar esse sofrimento é educar essas pessoas de modo a demonstrar os espaços de lutas por direitos, ajudando a criar consciências transformadoras da realidade vigente.
É fato que desde que foi criada pela comunidade civil a Apae atende uma demanda enorme de pessoas com deficiência intelectual, prestando serviços gratuitos, nas áreas de educação, formação profissional e saúde, e ainda é possível apontar uma série de programas implantados nas Apaes em todo o Brasil cada uma com sucesso em uma, duas e até mais áreas de aplicação em sua região. Podemos citar como exemplos de sucesso o programa de envelhecimento saudável que busca prestar assistência para as pessoas com deficiência que chegam a idade avançada, e a muitos que sofrem com envelhecimento precoce, com acompanhamento, assistência e preocupação com a saúde da pessoa com deficiência, sendo respeitada em todo o mundo como um grande expoente dessa luta, prestando um serviço social a 56 anos no Brasil, realizando festivais de arte, competições esportivas e capacitações nessas atividades, antes mesmo da existência das paraolimpíadas, criando ainda espaços para debates para ouvir as essas pessoas e poder pautar a luta em seus anseios.
A luta pelo espaço da pessoa com deficiência intelectual através das Apaes foi desde o inicio, muito bem estruturada, contando com profissionais capacitados com formação especializada na área de atuação, conseguindo fazer a diferença nas comunidades de todas as regiões do Brasil, prestando assistência e serviço para essa população, conseguindo oferecer um preparo para vida e cuidando da pessoa com deficiência durante todas as fases de sua existência, promovendo assistência necessária para o melhor bem estar dessas pessoas.
A partir das perspectivas de pensadores como John Loke e David Hume, que afirmam que o ser humano se desenvolve em seu meio de convivência, assim podemos afirmar que o cooperativismo que a pessoa com deficiência pode desenvolver a nível de experiência na escolas inclusivas do governo é uma assistência interessante, porém a escola tradicional pode se tornar um ambiente de exclusão e traumas para pessoa com deficiência intelectual, pois ao contrário dos demais tipos de deficiência como a cegueira, a física e a surdez que contam com aparelhos de apoio para aprendizagem, auxiliando a assimilação mais proveitosa dos conteúdos, o deficiente intelectual necessita de mais. Assim políticas de apoio pedagógico diferenciado também não representam de forma total a solução para uma educação inclusiva nesse caso, pois a forma de apreender de todas as pessoas é a mesma no que diz respeito a processos físicos que levam a aprendizagem, e quando esses processos cognitivos são comprometidos por algum motivo, ainda não é através de aparelhos de apoio que a pessoa terá suprida suas necessidades provenientes desse comprometimento. Dessa maneira as políticas de apoio pedagógico conseguem apenas dar suporte para a aprendizagem de alguns conteúdos não conseguindo um aproveitamento a nível de igualdade com os demais alunos. A média mundial de progresso escolar das pessoas com deficiência intelectual média e grave, é até a 2º série do ensino fundamental, então a escola inclusiva deveria assumir um papel de complemento, sem excluir a escola especial que garante uma formação para vida baseada na pesquisa profunda das necessidades da pessoa com deficiência e com uma vasta experiência e bons resultados nessas áreas. É importante que as pessoas com deficiência convivam com outras pessoas que tem necessidades comuns às suas, no sentido de se unir para se fortalecer, assim como toda grande luta por direitos nas grandes sociedades do mundo, e nesse sentido a Apae é esse lugar de fortalecimento da pessoa com deficiência, é o lugar onde ela pode se socializar com as pessoas que tem necessidades bem próximas, assim então contribuindo para o fortalecimento da luta por melhores direitos e condições da pessoa com deficiência.
O mundo contemporâneo mostra-se muito imediatista, dependendo de resultados rápidos e projetos que se mostrem promissores tanto na idéia como na prática, mas, é possível perceber que a coisa é mais importante que a idéia, pois de nada adianta a idéia se não há meios para que ela seja desenvolvida na prática. Sendo assim a escola inclusiva desponta como uma idéia revolucionaria e com uma perspectiva favorável para as pessoas com deficiência, mas não sozinha, pois por mais adaptada que a escola seja e mesmo que as promessas de capacitação da rede de professores das escolas publicas sejam cumpridas, sem um atendimento especializado de educação e um processo continuo de inclusão, abordando todas as fases da vida dessas pessoas e as diferentes carências que essas pessoas tem nos diferentes períodos de sua vida, é impossível cumprir com os objetivos da educação inclusiva, tão é que os países que são referências no processo educacional no mundo, contam com escolas especiais. Tanto que o nome da Apae ecoa de uma maneira bem forte no cenário internacional como sendo um expoente das conquistas na parte de direitos e inclusão da pessoa com deficiência nos campos da saúde, educação, esporte, atividades artísticas, incentivando a autonomia. Isso fica muito claro ao listarmos os prêmios internacionais recebidos pelas Apaes, como o mais recente recebido por Maria Amélia Vampré Xavier diretora de assuntos internacionais da FENAPAEs que foi homenageada no 15º Congresso Mundial da Organização Mundial de Famílias – Inclusion International, em Berlim, Alemanha, pelo reconhecimento do trabalho feito pelas Apaes no Brasil.
A proposta pedagógica implantada nas Apaes para pessoa com deficiência é uma educação continuada para vida. O acompanhamento da pessoa com deficiência em todos os períodos da sua vida pautando sua educação, e tendo como principal objetivo a autogestão e autodefensoria sendo exercida em todos os âmbitos de suas vida.Apoiado no modelo social de diagnóstico da pessoa com deficiência que tem como fundamento o aprimoramento das habilidades do individuo durante toda sua existência, garantindo assim uma qualidade de vida, criando espaços para inclusões de novas propostas visando sempre um futuro mais rico de perspectivas, de crescimento profissional e intelectual dentro de suas limitações, prezando sempre pela autonomia e participação ativa do sujeito em seu meio de convívio social, buscando instruí-lo sobre os meios de convívio para que possa usar deste para somar experiências de aprendizado para si que venham contribuir para sua construção como ser humano.
Como processo político pedagógico, pode ser somado os meios de locomoção garantindo a acessibilidade da pessoa com deficiência para chegar até a escola, equipamentos de apoio do processo pedagógico assessorando nas necessidades, assistência e conscientização do papel da família no processo da educação especial, formação especializada dos profissionais da educação e reciclagem continua nos moldes de educação, baseada nas novas propostas que surgem no mundo.
Em 2006, a Organização dos Estados Americanos (OEA) declarou o período de 2006 a 2016 como a “Década das Américas: pelos Direitos e pela Dignidade das Pessoas com Deficiência” e escolheu o lema "Igualdade, Dignidade e Participação” para a ocasião.
A Declaração da OEA, propõe-se a conquistar o reconhecimento e o pleno exercício dos direitos e da dignidade da pessoa com deficiência. Isto implica em seu direito de participar plenamente da vida econômica, social, cultural, política e no desenvolvimento de uma sociedade sem discriminação. Assim a escola deve servir ao aluno com deficiência como grande motivadora criando oportunidades e formas para que o aluno consiga formar princípios ideais, e tenha voz ativa sobre sua causa. Só teremos uma escola inclusiva se esta estiver aberta a criar espaço para os autodefensores, possibilitando um ambiente de discussão, não de uma maneira protegida ou fantasiosa tentando convencer esses alunos que eles têm capacidades iguais e que eles podem aprender da mesma maneira que os demais, mas tentando demonstrar para eles que dentro das suas limitações podem ser desenvolvidas habilidades de maior destaque e essas habilidades podem garantir sua autonomia profissional e até mesmo como estudante.
Brasileiro dirige peça sobre o autismo em Nova Iorque
Alien Child é o nome da peça que aborda a luta de uma família para lidar com o autismo, e mostra um garoto de 16 anos que tenta se afastar da irmã doente para viver a própria vida.
Publicada em 27 de julho de 2010 - 10:15
Estreou em 22 de julho, no T. Schreiber Studio & Theatre
Escrita por Jim Shankman, a peça mostra um casal já cansado de cuidar de Charlie (Olivia Killingsworth), a garota autista que é irmã gêmea de Jonah (Ken Jansen). A contratação de um terapeuta devolve ao pai, Ben (Michael W. Murray), a esperança de cura, enquanto Sarah (Kelly Haran), a mãe, acredita mais na própria capacidade para cuidar da filha.
Em entrevista por telefone, Guilherme Parreiras falou sobre a peça e a abordagem do tema autismo. Convidado pela T. Schreiber, onde já estudou, o diretor disse que o trabalho antes da estreia foi uma oficina, onde todos trabalham o roteiro e desenvolvem os personagens aos poucos. A intenção é fazer uma produção completa no futuro, segundo ele. O autor, de acordo com Guilherme, está presente de vez em quando.
Sobre o tema, o brasileiro disse que o autismo está despertando o interesse público. "Está se tornando uma espécie de epidemia nos Estados Unidos", disse ele. Segundo estatísticas do Centro de Prevenção e Controle de Doenças, uma em cada 110 crianças americanas nasce com autismo. "Não existe cura, eles (os cientistas) ainda não sabem o que está causando isto".
O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento, que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo e de estabelecer relacionamentos. Os cientistas acreditam que a doença seja causada por fatores genéticos e ambientais. Segundo uma pesquisa, se um dos gêmeos idênticos tiver autismo, o outro tem de 60% a 90% de chance de também ter a doença.
Conflitos
De acordo com Parreiras, a peça aborda as dificuldades do dia a dia da família, em relação ao autismo, bem como questões morais. "O que deve ser feito, o que é melhor para a Charlie. Existem opiniões diferentes. A família entra em conflito. Assim como os cientistas ainda não sabem as causas, as pessoas que vivem com isso às vezes também tem dificuldade de lidar com isso".
O diretor explicou que a peça não tem a intenção de oferecer sugestões de como lidar com o autismo ou uma resposta, e sim mostrar como é a vida de uma família que convive com o autismo. Para dirigir "Alien Child", Guilherme leu artigos e assistiu a vários documentários. Nos filmes, teve a oportunidade de ver os diferentes tipos de autismo. "Assisti cerca de 10 documentários".
Através da dramatização do assunto, Parreiras e o elenco esperam abrir mais debates entre o público.O elenco de "Alien Child" conta com ainda com Pat Patterson, no papel de Ms. Ravitch, e Meghan Wilson, que interpreta Sally. A exibição vai de 22 a 25 de julho, e de 30 de julho a 1° de agosto. Os ingressos custam $5 (admissão geral). Reservas através do e-mail Theatre@tschreiber.org. O T. Schreiber Studio & Theatre fica no 151 W 26th Street, telefone (212) 741-0209.
Fonte: http://www.comunidadenews.com/