"Não devemos permitir que uma só criança fique em sua situação atual sem desenvolvê-la até onde seu funcionamento nos permite descobrir que é capaz de chegar. Os cromossomos não têm a última palavra". (Reuven Feuerstein)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Autismo: ainda um enigma
quinta-feira, outubro 7, 2010


A revista Ciência Hoje traz reportagem especial, em seu número 45, sobre o tema, com a participação do Dr. Leonardo C. de Azevedo, do Instituto Fernandes Figueira (IFF – Fiocruz), hoje presidente do Departamento de Neurologia da SBP.

Ainda um enigma
Há mais de 70 anos cientistas de todo mundo se dedicam a estudar aquela que é uma das mais enigmáticas desordens neurológicas: o autismo. Embora muitos avanços tenham sido feitos na área clínica, os mecanismos moleculares, genéticos e neurobiológicos desse distúrbio permanecem em grande parte desconhecidos. Novos estudos, entretanto, parecem dar esperança para se recomendar tratamentos e medicamentos mais eficazes em um futuro próximo.
Isabela Fraga
Ciência Hoje/RJ

“Ele vive no seu próprio mundo.” A frase é bastante utilizada para descrever de forma leviana pessoas distraídas, que dão pouca atenção ao que acontece ao seu redor. As mesmas palavras, entretanto, ganham um significado muito mais enfático quando se referem a um portador de autismo – uma desordem neurológica manifestada por uma tríade de sintomas: déficit de interação social, dificuldade de linguagem e comportamento repetitivo.

A imagem clássica da pessoa autista – reproduzida em filmes, livros e seriados de televisão – é a de um indivíduo indiferente ao ambiente que o cerca, balançando para frente e para trás, sem olhar nos olhos de ninguém, conversar ou demonstrar interesse por qualquer assunto. Como todos os estereótipos, essa representação do autismo não pode ser encarada como verdade absoluta.

Afinal, o autismo não é uma disfunção única, mas sim um espectro de problemas, que variam de intensidade e tipo. Uma criança com um autismo leve como a síndrome de Asperger, por exemplo, pode conversar, frequentar escolas normais e ter uma vida independente quando envelhecer. E é justamente por abarcar uma infinidade de comportamentos e sintomas secundários que médicos e cientistas preferem classificar o distúrbio, de maneira mais geral, como desordens do espectro autista (ASD, na sigla em inglês).

Como um dos principais sintomas do autismo é a dificuldade de interação social e de comunicação, torna-se um duplo desafio para pais, médicos, neurologistas, psicólogos e psiquiatras diagnosticar e tratar de crianças que apresentam esse comportamento. Não receber resposta a perguntas simples como ‘o que há de errado?’ e não conseguir estabelecer conexão com o filho ou paciente são situações cotidianas para pessoas que lidam de perto com o autismo. “É uma charada difícil de ser desvendada, e por isso decepcionante e frustrante”, comenta o neuropediatra Leonardo deAzevedo, do Instituto Fernandes Figueira (IFF-Fiocruz), no Rio de Janeiro.

DeAzevedo realiza estudos clínicos sobre o autismo, em especial sobre a relação entre o distúrbio e o sistema imunológico do seu portador. Além dele, outros pesquisadores e médicos do Laboratório de Neurobiologia e Neurofisiologia Clínica do setor de Neurologia do instituto têm as desordens do espectro autista como objeto de estudo, como é o caso do neurofisiologista Vladimir Lazarev e do neurologista Adailton Pontes, mais voltados para a neurofisiologia da desordem.
Diagnóstico: quanto antes, melhor

O documentário O nome dela é Sabine, dirigido pela atriz francesa Sandrine Bonnaire, apresenta bem alguns aspectos da vida de uma pessoa portadora de autismo. No filme, a diretora focaliza sua irmã, Sabine, portadora de um tipo de autismo que não é explicitado ao longo do documentário. Ela tem olhar vago, está acima do peso, não estabelece contato visual, repete a mesma pergunta várias vezes, não mantém uma conversa por muito tempo e tem surtos ocasionais de violência.
Sobre essa imagem triste da irmã, a diretora contrapõe trechos de filmes caseiros antigos, nos quais Sabine está completamente diferente. Mais magra, ela parece demonstrar mais domínio sobre seu corpo, conversa com a irmã com muito mais facilidade, dança e ri. A diferença entre essas duas Sabines é enorme, e logo o espectador compreende: por falta de diagnóstico e tratamento adequados, Sabine acabou por ser internada num hospital psiquiátrico, onde permaneceu por cinco anos. O filme parece ser um mea culpa de Sandrine em relação à piora drástica da irmã.

Episódios como esse, no entanto, em que uma criança portadora de autismo é erroneamente diagnosticada e, por isso, não passa por tratamentos adequados, não são raros, mesmo hoje em dia. No Brasil, por exemplo, ainda há muitos casos de diagnóstico tardio. A dificuldade, por parte dos pais, de perceber os sintomas em seus filhos ainda bebês, juntamente com o desconhecimento em relação ao distúrbio, fazem com que a criança seja apontada como autista somente quando está mais velha.

Esse cenário está longe do ideal. É de consenso geral entre os cientistas: quanto antes for feito o diagnóstico do autismo, mais fácil e eficiente é o tratamento e, consequentemente, também a melhora. Para o médico Estevão Vadasz, coordenador do Projeto Autismo no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, o ideal é que o diagnóstico seja feito quando a criança tem entre um ano e meio e dois anos. “O mais comum, no entanto, é a partir dos três anos de idade”, afirma.
Por apresentar diversos sintomas e níveis, o próprio diagnóstico para a desordem do espectro autista é bastante individualizado e subjetivo. Segundo Vadasz, a observação é a base para que se aponte se uma criança tem ou não autismo. “Observamos as três áreas mais afetadas pelas desordens autistas: a comunicação e a linguagem, a socialização; e os comportamentos repetitivos e interesses circunscritos”, explica o médico, acrescentando que não há um exame médico específico para o diagnóstico do autismo.

No Brasil, não há uma estimativa oficial do governo de casos de autismo na população e, para fins estatísticos, utilizam-se dados extrapolados de instituições estrangeiras, como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC). Segundo um relatório de 2006 desse instituto, uma em cada 110 crianças é portadora de uma desordem do espectro autista. O número parece bastante alto, mas os critérios do instituto provavelmente englobam muitos níveis de autismo, inclusive os mais leves.
Os vários autismos
De maneira geral, as desordens de espectro autista, que englobam uma grande variedade de comportamentos e problemas sob o ponto de vista clínico, podem ser divididas em dois ‘tipos’ de autismo. Obviamente, essa divisão é artificial e abarca em si outras muitas pequenas variações.

1) Síndrome de Asperger. Descrita pela primeira vez pelo pediatra austríaco Hans Asperger (1906–1980), é considerada uma forma de autismo mais branda. Seus portadores apresentam os três sintomas básicos (dificuldade de interação social, de comunicação e comportamentos repetitivos), mas suas capacidades cognitivas e de linguagem são relativamente preservadas. Na verdade, alguns até mesmo apresentam níveis de QI acima da média, motivo pelo qual a criança portadora da síndrome de Asperger é comumente representada como um pequeno gênio que descobre códigos e resolve enigmas. Entretanto, a síndrome de Asperger engloba aproximadamente 20-30% dos portadores de desordens do espectro autista.

2) Autismo ‘clássico’. É o tipo descrito pelo médico austríaco erradicado nos Estados Unidos Leo Kanner (1894-1981). Kanner foi o primeiro a utilizar a nomenclatura “autismo infantil precoce”, em um relatório de 1943, no qual [ele] descrevia 11 crianças com comportamentos muito semelhantes. O médico utilizou expressões como ‘solidão autística’ e ‘insistência na mesmice, que hoje são sintomas ainda tipicamente encontrados em pessoas autistas. Os portadores desse ‘autismo clássico’ têm comprometimento das capacidades cognitivas que varia de moderado a grave, além da dificuldade de interação social, de comunicação e do comportamento repetitivo. Os autistas chamados de ‘alto funcionamento’

3) Autistas do tipo regressivo. Essa variação no espectro de desordens autistas inclui aqueles que se desenvolvem normalmente até aproximadamente 1 ano e meio, e em seguida, até os 3 anos, sofrem regressão da linguagem e do comportamento tornando-se autistas.

A força da genética
Desde que o autismo foi descrito pela primeira vez, em 1943, pelo médico austríaco Leo Kanner, um sem-número de estudos já foi feito sobre a desordem, mas ela ainda é considerada uma das mais enigmáticas da ciência. Muitas hipóteses e teorias foram levantadas para explicá-la, e um número igual delas já foi derrubado. Chegou-se a dizer, por exemplo, que vacinas poderiam causar intoxicação que levaria ao autismo; que determinados alimentos causariam o distúrbio; e até mesmo que a mãe era culpada pelo surgimento dos sintomas no filho.

“Não há comprovação de nenhum fator ambiental no surgimento do autismo”, afirma o neurofisiologista Vladimir Lazarev, do Instituto Fernandes Figueira (IFF). Juntamente com o médico Adailton Pontes, também do IFF, Lazarev tem conduzido estudos sobre o perfil neurofisiológico de crianças portadoras de autismo (ver ‘Em busca do diagnóstico preciso’ em CH 224).
Fora do Brasil, a ideia geral é também que “além de processos genéticos, não se conhece outras possíveis causas cientificamente viáveis para o autismo”, nas palavras do psicólogo Ami Klin, coordenador do Programa de Autismo da Universidade de Yale (Estados Unidos). O desconhecimento de influências do ambiente, no entanto, não significa que elas não existam.
Os processos genéticos aos quais Klin se refere são, na verdade, mutações genéticas – ou seja, microdeleções, inversões ou duplicações de determinados genes – que se descobriu ter relação com o autismo. “Os fatores genéticos respondem por mais de 90% das causas para o autismo”, explica o neuropediatra Leonardo de Azevedo. Os outros possíveis fatores não são conhecidos, e podem ser, por exemplo, resultado de problemas durante a gravidez, como rubéola, toxoplasmose e acidentes.

Não há apenas um gene relacionado ao distúrbio, mas vários, o que dificulta o trabalho dos cientistas. “O envolvimento de múltiplos genes pode responder por mais de 90% dos casos de propensão para o autismo”, explica deAzevedo. Esse mapeamento, embora impreciso, é importante, pois possibilita a elaboração de possíveis tratamentos ou medicamentos que suprimam as faltas ou estabilizem os excessos causados pelas mutações genéticas.

Entre os genes-candidatos, estão dois responsáveis pelo metabolismo da serotonina, um neurotransmissor que tem um papel regulador de determinadas fases do sono. Outra possibilidade é o gene RELN, codificador de uma proteína extracelular que coordena a migração de neurônios durante o desenvolvimento do cérebro. Essa proteína, chamada de relina, tem papel importante no desenvolvimento do córtex cerebral, do hipocampo e do cerebelo – estruturas nas quais já foram identificadas anormalidades em pessoas autistas.

No Brasil, a pesquisa genética também tem bons prognósticos. O laboratório coordenado por Vadasz no Hospital das Clínicas de São Paulo tem, além de uma área de diagnóstico e tratamento para distúrbios do espectro autista, um projeto de pesquisa voltado para a identificação de genes-candidatos à desordem e células-tronco. Vadasz é otimista. Para ele, em cinco ou 10 anos, será possível realizar intervenções terapêuticas. “A ideia é tirar células-tronco dos dentes de leite de crianças autistas, colocá-las em cultura e, com o tempo, diferenciar essas células em neurônios”, explica. Em seguida, os cientistas tentarão introduzir esses neurônios no sistema nervoso para suprir algumas falhas no processamento cerebral, numa técnica chamada de ‘reengenharia dos neurônios’.

Oxitocina: o ‘hormônio do amor’?
Entre todos os genes candidatos, a descoberta de um deles tem gerado efeitos práticos mais concretos. Trata-se do gene responsável pelo controle da produção da oxitocina, um hormônio relacionado ao sistema reprodutor feminino, que é produzido no hipotálamo. Apelidada de ‘hormônio do amor’ e ‘hormônio da confiança’ graças ao seu papel nas relações interpessoais e nos comportamentos afetivos, a oxitocina tem sido analisada em vários países por seu potencial de tratamento de alguns comportamentos autistas, como a ausência de contato visual e a dificuldade de relação com outras pessoas.

“Alguns estudos já comprovaram que pessoas com algum tipo de desordem do espectro autista possuem menos oxitocina no sangue periférico”, explica Azevedo. Em experimentação em roedores, percebeu-se que a proteína CD38 regula a secreção de oxitocina. Nos roedores em que falta a proteína CD38, os níveis de oxitocina no sangue são baixos.

Foi a partir dessa constatação que instituições do mundo todo têm realizado testes que analisam os efeitos da ingestão de oxitocina em pacientes autistas sob a forma de spray nasal. Um desses estudos, publicado na revista norte-americana PNAS, foi coordenado pela neurocientista francesa Elissar Andari, do Instituto Nacional de Pesquisas Científicas da França.
Andari e seus colegas conduziram um estudo com 13 pessoas portadoras de autismo de alto desempenho – aqueles que possuem suas capacidades cognitivas preservadas. Em um jogo no qual deveriam jogar uma bola e recebê-la de volta de três outros jogadores fictícios, os cientistas analisaram a interação das crianças em relação aos outros jogadores, que eram divididos entre bons, ruins e neutros. Aquelas portadoras de autismo não diferenciavam quais jogadores tinham melhor desempenho. No entanto, após a inalação de oxitocina, esses pacientes percebiam a diferença e interagiam mais com o jogador ‘bom’, lançando uma quantidade maior de bolas para ele.
“Diz-se que a oxitocina causa melhora em alguns comportamentos autistas essenciais, como o engajamento social, mas isso ainda não é comprovado totalmente”, opina Klin. No entanto, dados os excelentes resultados em estudos como o de Andari, a expectativa é de que futuramente se poderá tratar o autismo com oxitocina.

No Brasil, o grupo de de Azevedo, em colaboração com a professora Vivian Rumjanek, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, está estudando o comportamento desta proteína nas crianças autistas. Já no Hospital das Clínicas, em São Paulo, o tratamento com a oxitocina é feito por meio do contato com cães. Vadasz, coordenador do programa que realiza o tratamento, explica essa relação um tanto surpreendente: “Estudos já demonstraram que, quando temos algum contato com cães, nosso cérebro produz oxitocina”. Nos Estados Unidos, a chamada terapia assistida por cães (TAC) tem apresentado bons resultados.

Enquanto ela não vem… Os tratamentos
A oxitocina ainda está em fase de testes para o tratamento de sintomas do autismo. Por enquanto, o tratamento para o distúrbio passa por várias áreas médicas, e o grau de efetividade depende da idade em que é iniciado. A cura, entretanto, ainda não está num horizonte próximo. “Não sabemos de uma causa específica para o autismo e, até que isso seja conhecido, será difícil falar de cura”, explica Klin. “No entanto, há tratamentos comportamentais bastante efetivos que podem ajudar crianças e adultos a superar suas dificuldades.” Para ele, o objetivo com esses tratamentos – em sua maior parte sem a utilização de medicamentos – não é curar, mas ajudar os portadores dessa desordem no seu relacionamento com outros.

É difícil precisar um tipo específico de tratamento para desordens do espectro autista, primeiramente porque elas são muitas e bastante variáveis. Há crianças autistas que simplesmente não falam; outras que repetem a mesma frase fora de contexto muitas vezes; há aquelas que não demonstram interesse por absolutamente nada, e outras que escolhem um assunto específico para se aprofundar. O espectro é, de fato, bastante amplo. Por isso, tanto psicanalistas como outros médicos e pediatras concordam que o melhor é um tratamento individualizado, de acordo com as limitações apresentadas por cada pessoa.

Autora do livro Do silêncio ao eco: autismo e clínica psicanalítica,publicado pela Edusp, a psicanalista Luciana Pires defende essa abordagem individualizada. Depois de mais de dez anos de clínica dedicada ao tratamento de crianças autistas no Brasil e na Inglaterra, Pires chegou à conclusão de que a relação do paciente com o analista é ponto de partida para que este crie condições de melhorar o desenvolvimento subjetivo e emocional da criança. “Por detrás dos mesmos sintomas, temos posições subjetivas muito diferentes. Essa compreensão orienta a ação do psicanalista na clínica do autismo”, explica ela.

Cérebro: ainda há dúvidas
Se clinicamente o autismo é bastante conhecido e suas formas de tratamento já alcançaram relativo sucesso, os mecanismos pelos quais ele atua no cérebro ainda geram dúvidas. Muitas hipóteses consideradas têm sido derrubadas por falta de comprovação. De maneira geral, a teoria mais aceita pela comunidade científica é que as mutações genéticas causam falhas de conexão entre as diferentes regiões cerebrais, o que geraria problemas em algumas estruturas, como o cerebelo, o hipotálamo (onde se sintetiza, por exemplo, a oxitocina) e o córtex.
Lazarev e Pontes, pesquisadores do Instituto Fernandes Figueira, têm utilizado a eletroencefalografia para sustentar a hipótese de que, em cérebros de pessoas portadoras de autismo, há alteração na assimetria funcional entre os hemisférios direito e esquerdo. De acordo com essa hipótese, o hemisfério direito do autista teria menor nível de ativação em comparação com a mesma região de pessoas sem o distúrbio. Ao mesmo tempo, o hemisfério esquerdo teria o que eles chamam de hiperatividade, ou seja, hiperconectividade funcional entre as diferentes regiões deste hemisfério. A hiperatividade do hemisfério esquerdo seria, portanto, uma forma de ‘compensação’ da atividade relativamente baixa do lado direito.

“Há ainda quem pense, como o psicólogo inglês Baron-Cohen, que o cérebro autista seria hipermasculino, uma vez que ele tem o hemisfério esquerdo hiperativo”, explica Lazarev. Para entender a afirmação do neurofisiologista, é importante lembrar: enquanto o hemisfério direito é ligado às emoções e às relações interpessoais, o lado esquerdo responde mais pela lógica e racionalidade. A hipótese de assimetria cerebral, portanto, converge com os principais sintomas das desordens do espectro autista.

Klin, da Universidade de Yale, entretanto, tem uma visão diferente. “A hipótese de assimetria cerebral é antiga, e alguns pensam que ela simplifica o perfil neurofisiológico do autismo”, comenta. Para ele, uma hipótese mais provável é a da ‘conectividade atípica’, que é mais recente. Segundo ela, o cérebro de um portador de autismo apresenta hipoconectividade em conexões mais longas (como entre hemisférios) e hiperconectividade em conexões mais curtas – ou ‘locais’.

Para Lazarev e Pontes, o modelo comentado por Klin, e já definido por outros autores, não vai de encontro à sua hipótese. “Esses resultados foram encontrados por meio de avaliação das oscilações bioelétricas do cérebro, que mede a conectividade de curta e longa distância entre as áreas cerebrais”, explica Pontes. “Logo, nossa hipótese está em sintonia com o modelo de conectividade atípica.”

Esses modelos, entretanto, não devem ser vistos como uma tentativa de explicar os mecanismos específicos do cérebro autista. “Essa hipótese é uma visão geral para entender os padrões de imagem do cérebro autista”, explica Klin, acrescentando que as últimas descobertas sobre a genética do autismo apontam, por exemplo, para a existência de moléculas de adesão celular que têm papel no aprendizado. “De qualquer forma, alterações cerebrais resultantes de hipóteses celulares ou moleculares ainda não foram suficientemente desenvolvidas”, resume Klin.
Alérgenos alimentares, sensibilidades e Suplentes
Postado por Julie Matthews em Dieta e Nutrição, Saúde & Bem Estar em 08 14th

Glúten, caseína de soja, milho 
Alergias alimentares e sensibilidades (e seus sintomas acompanhantes) são comuns em crianças com autismo. Segundo o Dr. Kenneth Bock em Cura da Infância novas epidemias", alergias alimentares têm aumentado em aproximadamente 700 por cento apenas nos últimos dez anos." A alergia alimentar (reação IgE) é uma imediata resposta imune que inclui sintomas como erupções cutâneas, , espirrar, ou anafilaxia. colmeias alimentos sensibilidade A (reação IgG) é um atraso da resposta imune que inclui sintomas crônicos nas áreas de inflamação / dor, a digestão, e energia / clima, tais como: dores de cabeça, inflamação gastrointestinal, dor intestinal, diarréia, constipação, hiperatividade, ansiedade ou para citar alguns nestas áreas. sensibilidades alimentares também podem desencadear ataques de asma, dores de cabeça, enxaqueca e eczema.
Por causa alergias alimentares e sensibilidades afetam muitos sistemas corporais, reduzindo-los pode fazer uma diferença significativa na forma como a criança se sente e se comporta. Pais rotineiramente relatam que quando eles removem certos alimentos problemáticos sintomas comuns a melhorar, como diarréia e hiperatividade, e que as crianças se sentem melhor e têm maior capacidade de prestar atenção. Limpar destas reações do sistema imunológico, eles muitas vezes fazem grandes ganhos na linguagem e outras áreas de aprendizagem e comportamento.

Como evitar os alimentos mais problemáticos: glúten, caseína, soja e milho.
Os pais das crianças da comunidade do autismo estão se tornando familiar com a restrição de glúten e caseína, duas das substâncias mais problemáticas em alimentos. Glúten é a proteína presente no trigo, centeio, cevada, espelta, kamut, aveia e comercial, ea caseína é a proteína em leiteiras. Trigo e sensibilidades lácteos são comuns hoje em dia, e não apenas com autismo. Nove milhões de pessoas têm intolerância ao glúten em os EUA.
Há um monte de fontes ocultas para as alergias. Para obter uma lista completa de fontes ocultas, pergunte ao seu alergista ou outro profissional de saúde.  Isto não é significado como o conselho médico, mas destina-se a ajudar as pessoas com sensibilidade alimentar (e certas alergias) para fornecer idéias para substituições.

Fontes de glúten de milho para evitar
(A menos que especificado sem glúten):
  • Trigo
  • Centeio
  • Cevada
  • Espelta
  • Kamut
  • Triticale
  • Aveia (comercial)
  • Sêmola
  • Proteínas hidrolisadas vegetais
  • MSG
  • Dextrina
  • Malte
  • O ácido cítrico
  • Os sabores artificiais e corantes
  • "Especiarias"
  • Molho de soja (excepto trigo-livre)
  • Batatas fritas / batatas fritas
  • Molhos e molhos
  • Bolonha e cachorros-quentes
Fontes de caseína para evitar:
  • Todos os produtos de origem animal leite (vaca, cabra, ovelha)
  • Queijo
  • Iogurte
  • Manteiga
  • Soro de leite coalhado
  • Sorvete
  • Kefir
  • Cream
  • creme azedo
  • Whey
  • Galactose
  • Caseína, caseinato
  • Lactose no tempero
  • Lactoalbumina como o sabor natural
  • O ácido lático
  • Limonada
  • Conservas de atum
  • Cool Whip
  • Artificial sabor manteiga
  • O chocolate de leite
  • Cera em algumas frutas e legumes
  • Temperado batatas fritas
  • Os cachorros-quentes e Bolonha (pode conter)
A remoção do glúten e caseína-o sem glúten e sem caseína (FBCF), a dieta é uma das intervenções mais benéficos da dieta para o autismo.
Ao seguir uma dieta FBCF no entanto, era comum as pessoas sobre o milho ea soja substituto no lugar de glúten e caseína. Soja e milho também são alimentos sensibilidades muito comum, e remoção desses alimentos também podem fazer uma diferença profunda no comportamento, saúde e atenção para certos indivíduos.

Soja é quebrada pela mesma enzima que o glúten e caseína. É comum que os pais substitutos da soja para produtos lácteos. soja é inflamatória do intestino, ele é conhecido por inibir a função da tireóide, contém compostos de estrogênio forte, e diminui a absorção de cálcio, magnésio , zinco e outros minerais. Por essas e outras razões, eu não recomendo o uso de soja. Como esses dois alimentos são tão inflamatória e discriminados pela mesma enzima, é melhor evitar os dois.
A soja é a soja, iogurte de soja, queijo de soja, manteiga de amendoim de soja, tofu, tempeh, edemame (frescas, grãos de soja cozido), bem como o molho de soja e condimentos miso. Soja é também em pós de proteína de soja, barras de proteínas, a soja lecitina, óleo de soja e vitamina E.
Há uma variedade de substitutos do leite de soja para o leite (dependendo das restrições da dieta e dos alimentos), você pode usar:. Leite de arroz, leite de amêndoa, leite de avelã, leite de cânhamo, leite, batata, leite de coco e nozes caseiro / misturas de leite de sementes. Para iogurte, há caseiro porca / iogurte de leite de sementes e caseiro e iogurte de coco comercial.

O milho também é um alérgeno comum e sensibilidade:. milho é frequentemente substituído no lugar de glúten sem glúten em muitos alimentos e lanches, tais como cereais frios, batatas fritas de pacote, pipoca de milho, macarrão (quinoa, milho) e outros alimentos de petisco que freqüentemente usam ou farinha de milho, milho.
O milho é uma das plantas mais produzidas em massa no planeta. Milho é cultivado industrialmente para centenas de produtos como o álcool, o vinagre, o adoçante de milho de alta frutose, maltodextrina, e celulose. Geneticamente modificados (GM) de milho contém o gene de uma bactéria ( toxina Bt), e não foi testado em seres humanos eo meio ambiente. milho GM parece ser particularmente inflamatória do intestino. Mesmo se você não é alérgico / sensível ao milho, evita milho geneticamente modificado. A única maneira de saber se é milho não geneticamente modificado é a de comprar orgânicos, porque as leis orgânicas não permitem que este modificação.

Fontes de milho são: xarope de milho, xarope de milho rico em frutose, amido de milho, pipoca, salgadinhos de milho e outros alimentos feitos com milho, dextrose, goma xantana, ácido ascórbico xilitol (certas formas de vitamina C), cor de caramelo, ácido cítrico , sabor e natural.
Dependendo do nível de sensibilidade, as pessoas podem evitar todos os produtos de milho e seus derivados. Em outros casos, onde o desejo é o de limitar o milho GM ou a sensibilidade é menor, os indivíduos podem escolher apenas milho orgânico e limitar ou girar alimentos à base de milho e ingredientes. A goma xantana é uma substância comum que ajuda a melhorar a textura sem glúten assados. Enquanto goma xantana é derivado do milho, a fração de proteína está ausente da goma xantana ea maioria dos indivíduos com leve a moderada sensibilidade para o milho pode tolerar este ingrediente. Contudo , estar ciente, elevada sensibilidade / pessoas alérgicas, podem reagir e querer evitar goma xantana.

Xarope de milho e de adoçante de milho de alta frutose são dois dos ingredientes mais presentes nos alimentos processados de hoje Enquanto a maioria dos adoçantes naturais não contêm milho, tais como:. Mel (100% puro), o néctar da agave, xarope de bordo e açúcar de cana, certifique-se leia os rótulos cuidadosamente. Muitos produtos de uso do milho como adoçante, xarope de bordo incluindo artificial (encontrado na maioria dos restaurantes), ketchup, produtos assados, doces, geléias e muito mais.
Quando um espessante é necessário, de araruta é um ótimo substituto para o milho.

Substituições de glúten
Livre de glúten de milho e de livre
Substituições de Laticínios
Caseína-livre e de soja livre de
Rice
Painço
Quinoa
Amaranto
Trigo sarraceno
O arroz selvagem
Montina
Teff
Sorgo
Tapioca
Porca farinhas
Farinhas de sementes
farinha de coco
A farinha de castanha
Farinha de feijão
Raízes (inhame, cará)
Yucca / casava
massas não glúten (arroz, macarrão de trigo sarraceno% soba-100)
pão sem glúten (milho, pão, arroz)
Mochi (item arroz cozido em borracha)
Espessantes
Agar
A goma de guar
Gelatina
pó Kudzu
Tapioca
Doce de farinha de arroz
Goma xantana - derivado do milho, mas muitas vezes não menos reativa de alta sensibilidade
Araruta
Leite e iogurtes
O leite de arroz
Amêndoas avelãs ou leite de cânhamo
Caseiro do leite da porca
O leite de coco
leite Batata
(DariFree Vance)
Óleo / manteiga
O óleo de coco
Ghee
Banha ou sebo
Balanço da Terra
Azeite de semente de uva e óleos vegetais
Queijos
Rice (Galaxy Alimentos) - é uma versão livre de caseína
Ice Cream
Sorvetes w / o leite
Non-dairy sorvete (de arroz ou leite de castanha)
Sorvete de coco (coco Bliss)
Frutas picolés
Chocolate
FBCF chocolate (pode conter lecitina de soja)

Identificação e remoção de sensibilidades do alimento pode melhorar a digestão, o comportamento, o sono, erupções cutâneas e dores de cabeça (para citar alguns) em crianças com autismo. Se você ainda não começou nenhuma intervenção na dieta de uma criança com autismo, começa com glúten e caseína livre. Se você tem o básico da FBCF tratado, considerar a remoção de soja, bem como limitar (ou evitar) de milho. Se você esteve na FBCF por um tempo, pensar em fazer um julgamento de soja e milho-livre-livre e ver se você encontrar outro benefício.
Intervenção dietética para o autismo requer o desenvolvimento ao longo do tempo e das sensibilidades alimentares remoção é um passo benéfico. Quando as reações / regressões parecem ir e vir, a remoção dessas sensibilidades do alimento comum muitas vezes resulta em um novo nível de consistência que lhe permite ver onde você está eo que é deixado para tratar com a dieta. Você pode se surpreender quão bem toda a família se sente quando você refinar o consumo desses alimentos em sua dieta.