"O meu amor, dedicação, carinho, sonhos de um futuro transcendente, vai para minhas queridas crianças autistas, que, de forma silenciosa e, até muitas vezes geniais, nos revelam um lado inexplorado do ser humano."
"Não devemos permitir que uma só criança fique em sua situação atual sem desenvolvê-la até onde seu funcionamento nos permite descobrir que é capaz de chegar. Os cromossomos não têm a última palavra". (Reuven Feuerstein)
sábado, 25 de outubro de 2014
sábado, 18 de outubro de 2014
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
O brilho do carisma
A liderança surge como um processo coletivo e muitas vezes
funciona como uma espécie de "truque", que pode ser aprendido e
desempenhado em condições específicas
O presidente se ergueu pela longa rampa até a plataforma de
seu vagão de trem... Amigo ou inimigo, aqueles que o viram nesse momento não
deixaram de se comover diante da visão daquele homem, deficiente físico, subindo
com tanta dificuldade – na verdade, impulsionando-se com os braços e músculos
do ombro enquanto as mãos fortes agarravam o corrimão na lateral da
rampa.” As viagens de trem de Franklin D. Roosevelt durante as campanhas
presidenciais americanas de 1932 e 1936, aqui descritas por Samuel Rosenman,
seu redator de discursos, tornaram-se lendárias. Segundo Breckinridge Long,
embaixador de Roosevelt na Itália, “a multidão ultrapassava os limites do
entusiasmo de forma selvagem”. Esse arrebatamento transbordou nas urnas, e em
1936 Roosevelt venceu as eleições por 11 milhões de votos, abrangendo todas as
jurisdições estaduais, de Vermont ao Maine.
Vários estudos acadêmicos, mais notadamente uma análise
realizada pela pesquisadora Dean Keith Simonton, da Universidade da Califórnia
em Davis, e publicada em 1988 no Journal of Personality and Social
Psychology, identificam Roosevelt como o mais carismático de todos os
presidentes americanos.
No início, os assessores do presidente eram contra as
viagens. Em 1921, Roosevelt foi diagnosticado com pólio, chamada popularmente
de “paralisia infantil”. Como a especialista em campanhas políticas Kathleen
Hall Jamieson, da Universidade da Pensilvânia, documentou, histórias de líderes
eficazes e carismáticos os apresentam como viris, fortes e repletos de energia.
O estado “infantilizado” de Roosevelt, porém, o privava dessas
características.
Qual era, então, a fonte de seu carisma? Inúmeros acadêmicos
sugerem que estava no fato de ele transformar sua desvantagem em vantagem,
mudando o foco negativo de sua deficiência para os atributos positivos da
conquista pessoal: persistência, coragem e resistência. Ao fazê-lo, se
conectava com milhões de americanos comuns durante a Grande Depressão. Após sua
morte, um repórter perguntou a um homem que esperava para ver o trem do funeral
na estação Union de Washington: “Por que você está aqui? Você conhecia Franklin
Roosevelt?”. O entrevistado respondeu: “Não, mas ele me conhecia”.
Alguns raros políticos conseguem se parecer tanto com um “de
nós” quanto “a favor de nós” – uma proeza que geralmente reside no cerne do
carisma. Mas ao contrário do que muitos acreditam, não se trata de um dom – o
carisma é resultado de cuidadosa elaboração. Nesse processo, o grupo que está
sendo liderado está em igualdade de condições com o líder. O político
aspirante, executivo ou ativista deve integrar as esperanças e os valores do
grupo em uma história coerente e se fundir de forma emblemática nessa narrativa.
No caso de Roosevelt, o ponto forte era a perseverança.
Um delicado equilíbrio de forças sociais imbui uma pessoa com
a capacidade de inspirar outras. Ao observar toda a encenação que envolve as
eleições, por exemplo, fique atento aos esforços dos candidatos para
aproximar-se dos eleitores, procurando mostrar o quanto são parecidos e desejam
as mesmas coisas.
A política, porém, é só um campo a ser considerado.
Descobertas recentes sugerem que todos podem aprender a cultivar o próprio
carisma. Seja como empresário,como professor, seja um estudante que aspira à
presidência do diretório, é possível brilhar um pouco mais se entendermos como
os grupos pensam.
TOQUE DE MAGIA
De origem grega, a palavra charisma tem vários
significados: o poder de fazer milagres, a habilidade de profetizar e de
influenciar outros. A última definição é mais relevante aqui porque
atualmente liderança costuma ser definida como processo social, em
oposição à característica pessoal que permite a alguém motivar outras para
ajudar a atingir metas de um grupo.
Liderança e carisma, entretanto, nem sempre foram vistos como
fenômenos sociais. Desde os primeiros escritos sobre o assunto, por volta de
2.400 anos atrás, as qualidades foram consideradas inatas e privilégio de poucos.
Sócrates chegou a declarar que “apenas um minúsculo número de pessoas” tem a
amplitude de visão e os dotes físicos e mentais necessários para comandar. Mais
recentemente essa posição foi atribuída ao sociólogo alemão Max Weber, a quem
costumam atribuir a popularização do termo “carisma”. No início do século 20,
ele o descreveu como “determinada qualidade de uma personalidade individual
pela qual um líder se destaca dos homens comuns e é tratado como dotado de
qualidades sobre-humanas ou pelo menos excepcionais, considerado como se
tivesse poderes mágicos”.
Entretanto, Weber não encarava o carisma como mera qualidade
de raros indivíduos agraciados pela sorte. As pessoas tendem a se concentrar
nas palavras “sobre-humanas” e “mágicos” na citação, mas as palavras “tratado”
e “considerado” são igualmente importantes. Weber prossegue: “O que é de fato
importante é como a pessoa é vista por aqueles sujeitos à sua autoridade
carismática, por seus ‘seguidores’ ou ‘discípulos’. Em outras palavras, os
seguidores distinguem o líder dos outros e lhe concedem o carisma”.
Alguns experimentos apoiam esta visão, em especial o trabalho
do falecido James Meindl, da Universidade Suny, em Buffallo, e seus colegas.
Junto com Stanford Ehrlich, agora na Universidade da Califórnia, San Diego, e
Janet Dukerich, da Universidade do Texas em Austin, Meindl revisou 30 mil
reportagens de jornais que mencionavam a liderança de executivos. Em 1985,
relataram a forte correlação entre referências à liderança carismática e
evidências de melhora no desempenho de empresas. A descoberta sugeriu
duas possibilidades: as decisões e ações do líder levaram à melhora da
organização, ou quando as pessoas viam a empresa com desempenho melhor,
pressupunham que o resultado era devido à liderança carismática.
Para eliminar a questão controversa da causalidade, Meindl
projetou um experimento interessante. Trabalhando com o doutor em administração
e gestão Rajnandini Pillai, da Universidade Estadual da Califórnia, San Marcos,
ele apresentou a universitários do curso de administração informações
bibliográficas sobre o presidente de uma rede de restaurantes junto com dados
sobre o desempenho da empresa durante os dez anos anteriores. Os participantes
receberam informações diversas: alguns foram avisados que a empresa tinha
passado de lucrativa a deficitária (“uma crise que levou ao declínio”); a
outros voluntários foi dito que o negócio permanecera deficitário; um terceiro
grupo ficou sabendo que o negócio se mantinha lucrativo e a outros ainda que a
organização fora de deficitária a lucrativa (passando por uma “reversão de
crise”). Os jovens classificaram o carisma do líder em uma série de
escalas (veja quadro abaixo).
Embora a personalidade do executivo fosse descrita da mesma
forma nos vários casos, ele foi visto como muito mais carismático quando a
fortuna da empresa melhorou. Assim, Meindl concluiu que carisma não é uma
característica de líder, mas uma atribuição feita por seguidores que são
seduzidos pelo que ele denominou “o romance da liderança”. Em resumo, o carisma
pode mais ser um truque que uma característica.
TORNAR-SE ESPECIAL
No entanto, há mais coisas envolvidas nessa situação que o
resultado de sucesso. Evidências de outra pesquisa sugerem que provavelmente
não atribuímos carisma ao gerente de uma equipe competidora que supere a nossa
ou ao líder de um partido rival, que nos derrote nas pesquisas. Ou seja: um
líder faz sucesso para nós. Esta análise é embasada na obra do falecido John C.
Turner, psicólogo social, pesquisador da Universidade Nacional da Austrália. Em
seu livro Social influence, de 1991, ele afirma que a liderança é um
processo coletivo que envolve a identidade social compartilhada e permite que
cada indivíduo exerça influência sobre os demais. Essa identidade comum se refere
à compreensão do indivíduo sobre si mesmo como pertencente ao grupo. É o
sentimento que emerge ao nos referirmos, por exemplo, a “nós, brasileiros”,
“nós, mulheres”, “nós, psicólogos”, “nós, torcedores de determinado time”
etc.
É importante observar que quando nos definimos em termos
coletivos tendemos a considerar o grupo do qual fazemos parte único, diferente
– e melhor que os outros. Por isso, para confiar em um líder, precisamos,
primeiramente, acreditar que ele é “um de nós” – e, de alguma forma,
“especial”. O mesmo princípio marca a percepção do carisma. Em um experimento
recente que conduzimos junto com as pesquisadoras Kim Peters e Niklas Steffens,
da Universidade de Exeter, Inglaterra – e apresentamos na Reunião Geral da
Associação Europeia de Sociologia Social de 2011 –, descobrimos que estudantes
percebiam o discurso do presidente Barack Obama na Conferência Mudança
Climática de Copenhague de 2009 como carismático quando o viam como um membro
de seu grupo que avançava em suas metas. Mais especificamente, os que se
definiam como “ambientalistas” julgaram o discurso de Obama mais carismático
quando lhes disseram que os Estados Unidos conseguiriam atingir as metas para a
redução de emissões de dióxido de carbono do que quando os fizeram acreditar
que o país não conseguiria atingir esse objetivo. Essas informações, porém, não
geraram impacto nos universitários que não tinham preocupação marcante com o
meio ambiente. Esses últimos consideraram o discurso muito menos carismático.
Ou seja: o carisma de Obama era condicionado ao quanto o público sentia que
suas metas eram apoiadas.
Outros estudos confirmam esse resultado. Num experimento
clássico desenvolvido pelo pesquisador Michael J. Platow, da Universidade
Nacional da Austrália, foi pedido a universitários que classificassem o carisma
de Chris, um líder estudantil fictício. Os voluntários deveriam avaliar o
quanto o personagem inspirava confiança, era capaz de motivar os colegas, tinha
visão ampla das mais variadas situações, ajudava a aumentar o otimismo do grupo
etc. Os participantes foram informados de que Chris tinha boas qualidades –
inteligência, responsabilidade e simpatia, características com as quais a
maioria dos alunos se identificava. No entanto, ele podia tanto ser
bem-sucedido quanto falhar no propósito de conseguir a posição almejada no
diretório estudantil. Os resultados dessa experiência confirmam que o sucesso é
fundamental para o incremento do carisma – mas não basta. Estudos também
acentuam a importância do que os cientistas chamam de prototipicalidade. Quando
o diretório prospera mas Chris não parece em sintonia com os estudantes, os
jovens o classificam como menos carismático, em comparação a ocasiões em que o
grêmio perdeu representatividade mas o personagem foi considerado “mais
próximo” dos colegas.
Mesmo desacreditados, líderes podem ter uma segunda chance.
Outro experimento realizado por Platow e seus colegas mostrou que é possível
recuperar o carisma usando linguagem que estabeleça noção de identidade
compartilhada – referindo-se a “nós” em vez de “eu”. O carisma de Chris, por
exemplo, aumentava quando usava linguagem inclusiva, enfatizando identidade
social compartilhada (veja quadro na página ao lado).
A EFICÁCIA DOS TRÊS R`s
A questão mais ampla aqui é que a prototipicabilidade – e,
portanto, o carisma – não é algo que possuímos ou que nos falta. Mas pode ser
aprendido e cultivado. Durante muitos anos, examinamos como líderes eficientes
criam narrativas de si próprios, de suas propostas e de grupos aos quais agradam.
No livro de 2001 Self and nation, de um de nós (Reicher) e Nick Hopkins,
da Universidade de Dundee, na Escócia, usamos uma frase para resumir essa
noção: líderes carismáticos precisam ser excelentes “empreendedores de
identidade”. Líderes carismáticos costumam falar sobre o que “nós acreditamos”
e não dizer às pessoas no que devem crer. Porém, apenas declarar secamente
“somos assim” pode motivar a resposta: “Ah, não somos não!”. As
narrativas bem-sucedidas de identidade manifestam-se como revelação e não
decreto.
Uma pessoa que ambiciona liderar – seja em contexto político,
empresarial, numa equipe esportiva, em outro grupo qualquer – pode recorrer aos
“três Rs” da liderança
eficaz: reflexão, representação e realização.
A reflexão refere-se à aproximação da cultura e da história de um
grupo – livros que todos leem na escola ou textos bíblicos, por exemplo,
sustentam valores universais. Muitos líderes famosos pelo carisma tinham grande
interesse em poesia e literatura – o que não é mera coincidência. Da mesma
forma, diversos grandes líderes também passaram muito tempo ouvindo antes de
começar a falar para outras pessoas. Aqueles que acreditam que não têm nada a
aprender com os outros raramente são escolhidos como bons líderes. Já os
bem-sucedidos que sucumbem à crença de que suas conquistas são apenas pessoais
(e não coletivas), parecem, com o tempo perder o “encanto”.
A representação está associada à necessidade de ser
visto tanto como membro quanto como figura de destaque em determinado meio. Um
líder não só tece a narrativa em torno de sua própria identidade, mas também o
faz em relação ao grupo ao qual se dirige, procurando tornar as narrativas
coerentes e consistentes. Aparência, tom de voz e seleção de palavras têm papel
fundamental nesse processo.
Finalmente, a realização vincula-se à capacidade de
transformar situações. O sucesso de um líder é medido por sua busca de
prioridades para o grupo – crescimento econômico, conforto, igualdade de
direitos ou prestígio, por exemplo. Um líder que brilhe com a luz do carisma
também ajudará a moldar esses critérios e mobilizará as pessoas a seu favor. Em
suma, líderes carismáticos são os que se saem bem ao fazer com que todos se
sintam valorizados.
Nessa empreitada, além de manter o empenho, é fundamental estar
atento a oportunidades e habituar-se a lidar com imprevistos. Quando
perguntaram ao primeiro-ministro britânico Harold Macmillan sobre seu maior
medo, ele respondeu: “Acontecimentos, meu caro, acontecimentos”.
Fonte: S. Alexander Haslam e Stephen D. Reicher
Mente e Cérebro
sábado, 4 de outubro de 2014
Eleições 2014 no Brasil
"Meu coração está
aos pulos.
Quantas vezes minha
esperança
será posta à prova?
Por quantas provas terá
ela que passar?
Tudo isso que está aí no
ar:
malas, cuecas que voam
entupidas de dinheiro,
do meu dinheiro, do nosso
dinheiro,
que reservamos duramente
para educar
os meninos mais pobres
que nós, pra cuidar
gratuitamente da saúde
deles
e dos seus pais.
Esse dinheiro viaja
na bagagem da impunidade
e eu não posso mais.
Quantas vezes meu amigo,
meu rapaz,
minha confiança vai ser
posta à prova?
Quantas vezes minha
esperança
vai esperar no cais?
É certo que tempos
difíceis
existem pra aperfeiçoar o
aprendiz.
Mas não é certo que a
mentira
dos maus brasileiros
venha quebrar no nosso
nariz.
Meu coração está no
escuro,
a luz é simples,
regada ao conselho
simples
de meu pai, minha mãe,
minha avó
e os justos que os
precederam:
”Não roubarás,
devolva o lápis do
coleguinha,
esse apontador não é seu,
minha filha”.
Ao invés disso,
tanta coisa nojenta e
torpe
tenho tido que escutar.
Até habbeas corpus
preventivo
Coisa da qual nunca tinha
ouvido falar
E sobre a qual minha
pobre lógica ainda insiste
Esse é o tipo de
benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo,
com a velha e fiel fé do
meu povo sofrido,
então agora eu vou
sacanear:
mais honesta ainda eu vou
ficar.
Só de sacanagem.
Dirão: deixa de ser boba.
Desde Cabral
que aqui todo mundo
rouba.
Eu vou dizer: não
importa.
Será esse o meu carnaval.
Vou confiar mais e outra
vez.
Eu, meu irmão, meu filho
e meus amigos vamos pagar
limpo
a quem a gente deve
e receber limpo do nosso
freguês.
Com o tempo a gente
consegue
ser livre, ético e o
escambau.
Dirão: é inútil, todo
mundo aqui é corrupto,
desde o primeiro homem
que veio de Portugal.
E eu direi: não admito.
Minha esperança é
imortal.
E eu repito: ouviram?
Imortal.
Sei que não dá pra mudar
o começo.
Mas, se a gente quiser,
vai dar pra mudar o
final."
A
grande responsabilidade cabe a cada eleitor. A cidadania só é legitimada pelo
voto direto à medida que o eleitor não seja influenciado por postulantes a
cargos públicos que fazem do pleito eleitoral um momento de exercer a sua
arrogância e a sua vontade de satisfação privada estimulada pelo poder e pela
influência negativa que, via de regra, são itens presentes em boa parte das
candidaturas existentes em várias localidades brasileiras.
Que
os eleitores que, como eu, têm a consciência da importância de se votar com
segurança e conscientemente.
sábado, 20 de setembro de 2014
40 ANOS APAE DE ITABIRA/MG
A História do movimento apaeano na cidade de Itabira iniciou
com os membros do Rotary Clube de Itabira, tendo a frente o Professor Maurício
José Martins da Costa. Realizaram a primeira reunião oficial no Clube Atlético
Itabirano no dia 13 de novembro de 1973. Para apresentar o estatuto segundo a
Federação Nacional das APAEs. Estabelecia mandato de 2 anos. Tendo como
presidente Dr. José Procópio de Alvarenga. O conselho deliberativo taxou as
contribuições em 5 cruzeiros para serem pagos em banco através de carnês e
ficou definida reunião mensal com a diretoria. Foi realizado o sorteio de uma
bicicleta de onde veio a primeira renda da APAE.
A diretoria voltou a se encontrar em setembro de 1974 quando tomou posse, iniciando um trabalho intenso para conseguir providenciar as documentações necessárias como: o registro do estatuto filiação na Federação Nacional, Certificado de Utilidade Pública Municipal e Estadual. Uma turma de alunos especiais foi atendida no Grupo Escolar Dr. Pedro Guerra, no bairro Conceição de Cima.
É confeccionado um adesivo para carros: “AJUDE A APAE A AJUDAR O EXCEPCIONAL, com objetivo de divulgação.
É lançada a primeira campanha com o slogan “Agora preteridos, amanhã entrosados”, criado pelo Padre José Lopes, dando assim continuidade a campanha de divulgação do movimento. Alunos do PREMEN realizam palestras na comunidade sobre o excepcional, dois jornais locais publicam mensalmente matérias sobre a APAE.
A preocupação financeira é grande e é lançada uma rifa pela loteria federal de um carro marca corcel, o número da rifa não saiu e foi realizada outra rifa com mais alguns prêmio que foram doados. APAE enfim conseguiu o CGC e Certificado de Utilidade Pública Municipal.
Em novembro de 1976, Renato Aragão apresentou um show no VEC com renda em prol da APAE. Antônio Valeriano e Professor Maurício, em visita oficial ao Prefeito Dr. Jairo Magalhães, solicitam doação de um terreno para a construção da sede da APAE. A proposta foi encaminhada para a Câmara Municipal avaliar. Prefeitura promete doar um terreno no bairro Inconfidentes, o qual foi cedido para a COAB. A Prefeitura doou um terreno de 7600m² na localidade chamada Chico Beta. Muitas promoções são realizadas na comunidade com o objetivo de angariar fundos para a APAE iniciar suas atividades. A APAE faz uma troca com o COMBEM do terreno doado para ambos.
No ano de 1978 as pessoas cobram a início do funcionamento da escola para atender os fronteiriços (termo da época que designava o excepcional).
Maio de 1979, Sr. Gil(Leovegildo Silvério da Silva) como presidente do Lions participa da renião de diretoria pela primeira vez junto com Fernando Campolina presidente do Rotary.
17 de junho de 1979 é realizado eleição para diretoria, Sr. Gil compõe a chapa para presidente a qual é eleita por aclamação. Os trabalhos se intensificam, há um esforço comum em acelerar o processo para abrir a escola imediatamente. A diretoria viaja à cidade de São João Del Rey. Para conhecer a APAE que é considerada modelo em Minas Gerais. De lá trouxeram a planta da sede da APAE e a idéia de melhor adaptá-la para atender aos itabiranos. Sr. Gil solicitou ao engenheiro Dr. Rubens Trindade estruturá-la.
A CVRD realiza a terraplanagem no local e com a parceria da Empresa CONTOR, dá-se inicia as obras e é nomeada uma comissão para acompanhar a construção do prédio.
Professor Maurício e D. Margarida convidam a psicóloga do COMBEM(Conselho Municipal do Bem Estar do Menor) Maria Cecília para orientar os trabalhos de seleção de pessoal e o atendimento aos alunos. O antigo convento do Colégio Nossa Senhora das Dores foi colocado à disposição da APAE. É montada uma equipe, tendo como diretora a Claide, como psicóloga Maria Cecília, como fonoaudióloga Maria Elizabeth Delunardo e o neurologista Júlio Tércio de Alvarenga.
A APAE conseguiu o Certificado de Utilidade Pública Estadual, assinado pelo governador Francelino Pereira. Três Professoras são selecionadas Cibele Andrade, Vera das Dores Oliver e Maria do Socorro Silva, as mesmas fizeram estágio na APAE de Belo Horizonte.
Abril de 1980 a APAE é finalmente instalada no antigo convento do Colégio Nossa Senhora das Dores. Um folder é publicado e distribuído na comunidade com a seguinte mensagem: “Existe um lugar onde todo mundo gosta de todo mundo, sem distinção de raça e de cor: APAE”. Iniciam-se as inscrições, e junto com as mães surgiu a preocupação com o transporte. É realizada a primeira reunião com os pais para definirem sobre o transporte, uniforme e merenda.
Onze de agosto de 1980 – iniciam-se as aulas, uma data que é um marco no movimento apaeano. Após sete anos de luta concretiza-se um sonho, 102 alunos matriculados. Fábio Pires doou um ônibus para APAE. Continuam as rifas de carros, promoções de shows, bailes, feira da paz, etc. Posto JOB e Posto Mangueira iniciam a doação de óleo diesel mensal. É feita uma enquete para escolher o nome da APAE entre pais e associados, por unanimidade foi escolhido o nome de Dr. Mauro de Alvarenga.
Setembro de 1983 – apesar de grandes rifas e promoções a APAE continua trabalhando no vermelho. A entidade recebe o certificado de filiação da Federação das APAEs. É o ano de eleição e o Sr. Gil é reeleito por aclamação. Convênios com a LBA atrasados em média de 3 meses inviabiliza o funcionamento da APAE.
Junho de 1985 – É adquirido o Certificado de Utilidade Pública Federal. A CVRD doa 77 milhões e oitocentos mil cruzeiros para a construção. O presidente e duas professoras participam de um congresso em Belo Horizonte. O Lions doa verbas para aquisição de aparelhagem que atende a oito alunos deficientes auditivo simultaneamente.
1986 – A APAE enfim entrega o prédio para a Congregação Nossa Senhora das Dores, após seis anos cedidos gratuitamente.
Novembro de 1986 – Finalmente a sede fica pronta e a APAE passa a funcionar até a presente data na Rua José de Alencar, 385 no Bairro Machado, onde até hoje continua na luta pela inclusão social.
APAE em funcionamento na sua nova sede vai aos poucos ampliando o quadro de técnicos e de funcionários, visando sempre viabilizar as implantações de projetos que assegure a melhoria da qualidade dos atendimentos ao Deficiente Intelectual.
domingo, 14 de setembro de 2014
Autismo: Diagnóstico precoce é fundamental para estimular crianças na comunicação e socialização
"Quando
a intervenção é realizada em crianças menores de 3 anos, a melhora é de 80%.
Aos 5 anos cai para 70% e acima disso fica muito prejudicada" - Fábio
Barbirato, coordenador do Serviço de Atendimento e Psiquiatria Infantil da
Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro
Deiseone
Matilde Verônica tem 34 anos e há sete ganhou sua primeira e única filha,
Thaiane Fernanda Verônica. Quando a garotinha completou seis meses de vida, a
mãe começou a desconfiar que havia algo errado em seu desenvolvimento. O
primeiro temor era de que o bebê fosse surdo, já que Thaiane era muito parada e
quase não se mexia. O exame de audição não apontou problemas, mas por outro
lado os pais descobriram que a moleira da criança já estava fechada e a
pediatra pediu que a mãe esperasse para monitorar a evolução da filha. Deiseone
esperou até que ela completasse nove meses e voltou a procurar especialistas.
Quase com 2 anos, Thaiane deu os primeiros passos. Mas só aos 3 foi encaminhada
ao Sistema Único de Saúde (SUS), onde um psiquiatra deu o diagnóstico: a menina
sofria do transtorno do espectro autista.
“O
diagnóstico precoce foi muito bom para minha relação com Thaiane, pois o
contato físico e visual dela melhorou e acho que isso também ajudou na
socialização”, diz Deiseone. Ela conta que tem uma boa comunicação com a filha.
Ela me pede água, pede copo e anda normalmente. Tento proporcionar um bom
ambiente para minha filha. Vou com ela à terapia comportamental-cognitiva,
fonoterapia e terapia ocupacional. Levo Thaiane na escola e, como é longe, fico
lá esperando”, conta a dona de casa, que vive em função da filha.
Tema
constantemente debatido por especialistas, o diagnóstico precoce do autismo –
que, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde, atinge 70 milhões de
pessoas no mundo e no Brasil cerca de 2 milhões –, ainda não é consenso entre
os profissionais da área médica. Vem ganhando força porém a tese de que iniciar
uma intervenção o quanto antes, quando a criança apresenta os primeiros
possíveis sintomas, ajuda os pais a ganhar um tempo precioso para estimular o
cérebro de seus filhos portadores do problema. De acordo com Fábio Barbirato,
psiquiatra da infância e da adolescência e coordenador do Serviço de
Atendimento e Psiquiatria Infantil da Santa Casa de Misericórdia do Rio de
Janeiro, hoje é possível detectar o autismo numa criança entre 12 meses e 18
meses de vida. Para isso, porém, é preciso profissionais treinados.
“Há 20 anos,
quando comecei a conhecer a psiquiatria da infância, não se falava em
diagnósticos antes dos 5 anos de vida”, lembra o psiquiatra. Segundo ele, há 10
anos, apenas uma criança de até cinco anos era atendida por mês em seu
consultório e no serviço de saúde. Hoje são em média 20 crianças por semana no
consultório e outras 20 no serviço de saúde. Para Barbirato, isso ocorre porque
os pais estão perdendo o medo de encarar o problema e levando seus filhos mais
cedo ao consultório psiquiátrico.
O autismo,
de fato, é uma doença de diagnóstico difícil, que apresenta sinais raramente
conclusivos. Quanto antes os pais levarem seus filhos para avaliação médica,
melhor. Uma abordagem desse tipo adotada por pesquisadores do Davis Health
System, ligado à Universidade da Califórnia (EUA), vem, aparentemente,
eliminando sintomas e atrasos no desenvolvimento de crianças autistas que
receberam estímulos específicos a partir dos seis meses.
Publicado no Journal of Autism and Developmental Disorders, o estudo aplicou a terapia chamada infant start (início da infância) em sete crianças diagnosticadas com o transtorno. De acordo com os pesquisadores, o programa busca alterar seis comportamentos que podem ser observados nos primeiros meses de vida: fixação visual em objetos, repetição anormal de movimentos, ausência de atos intencionais de comunicação, desinteresse na interação social, desenvolvimento da fala abaixo do esperado e baixa resposta a interações afetivas pelo olhar e pela voz.
Publicado no Journal of Autism and Developmental Disorders, o estudo aplicou a terapia chamada infant start (início da infância) em sete crianças diagnosticadas com o transtorno. De acordo com os pesquisadores, o programa busca alterar seis comportamentos que podem ser observados nos primeiros meses de vida: fixação visual em objetos, repetição anormal de movimentos, ausência de atos intencionais de comunicação, desinteresse na interação social, desenvolvimento da fala abaixo do esperado e baixa resposta a interações afetivas pelo olhar e pela voz.
Para
implementar a estratégia, os médicos contaram com a participação de importantes
aliados, os próprios pais dos pequenos pacientes, que se transformaram em
verdadeiros terapeutas dos bebês que tinham entre seis e 10 meses quando
começaram a ser tratados. “A mãe e o pai estão ao lado das crianças todos os
dias e é nos pequenos momentos, como a troca de fraldas, a hora de comer, os
passeios e as brincadeiras, que eles influenciam no aprendizado dos bebês”,
explica Sally Rogres, uma das autoras do artigo.
Arthur
Kummer, psiquiatra de crianças e adolescentes e professor da Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que “o conceito de autismo vem sendo
lapidado. A definição atual ressalta que a principal alteração provocada pelo
autismo é na habilidade comunicativa. Essa observação vem permitindo a
definição de diagnósticos com mais frequência e de casos mais leves.”
Alteração da
habilidade comunicativa é um dos principais sintomas que ajudam a definir os
casos, segundo o psiquiatra Arthur Kummer.
Comportamento
Pesquisa do governo americano mostra que o número de casos de autismo em 2010 (últimos dados disponíveis) aumentou quase 30% em relação aos dados anteriores (de 2008), quando se apontava que havia um caso para cada 88 crianças e quase 60% em comparação com 2006, quando foi registrado um caso para 110 crianças normais. A maioria das crianças foi diagnosticada após os 4 anos. Em 2010, essa relação subiu para uma em cada 68 crianças com 8 anos de idade. Os números são do CDC (Center of Diseases Control and Prevention), órgão máximo do governo americano para a saúde. Segundo Barbirato, o espectro autista tem basicamente duas características: na socialização e na comunicação (a criança não fala, nem aponta o que quer, ou fala mas não tem reciprocidade social; algumas podem melhorar a linguagem, mas não conseguem manter um diálogo) e as alterações de comportamento. Entre elas, pode haver uma inflexibilidade com mudanças na rotina, movimentos estereotipados (repetitivos com as mãos ou mexer o corpo de forma anormal), e um interesse não usual na intensidade ou no foco (por exemplo, ficar aficcionado por palitos de picolé). “Quando a intervenção é realizada em crianças menores de 3 anos, a melhora é de 80%. Aos 5 anos, cai para 70%, e acima disso fica muito prejudicada”, observa
.
Risperidona
Na última sexta-feira, o Ministério da Saúde anunciou que vai disponibilizar, pela primeira vez no Sistema Único de Saúde (SUS), o medicamento risperidona. A substância age na irritabilidade e agressividade, sintomas comuns no autismo. O ministério estima que a medida será capaz de beneficiar 19 mil pacientes ao ano.
Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/09/14/noticia_saudeplena,150355/autismo-diagnostico-precoce-mostra-se-fundamental-para-que-pais-possa.shtml
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Fé Jegede: O que eu aprendi com meus irmãos autistas
Hoje, tenho apenas um pedido. Por favor, não digam que
sou normal.
Agora, gostaria de apresentar-lhes meus dois irmãos. Remi
tem 22 anos, é alto e muito bonito. Ele não fala, mas comunica
alegria de uma forma que poucos dos melhores oradores conseguem. Remi
sabe o que é o amor. Ele o partilha incondicionalmente e ele o compartilha
independentemente, Ele não é mesquinho. Ele não vê a cor da pele. Ele
não liga para diferenças religiosas, e ouçam essa: Ele jamais contou uma
mentira. Quando ele canta as canções da nossa infância, tentando usar
palavras que nem eu consigo recordar. ele me faz lembrar duma coisa: do
quão pouco conhecemos a mente, e do quão maravilhoso deve ser o
desconhecido.
Samuel tem 16 anos. Ele é alto. É muito bonito. Ele tem
uma memória impecável. Contudo, sua memória é seletiva. Ele não se
lembra se roubou minha barra de chocolate, mas se lembra do ano de
lançamento de cada música no meu iPod, de conversas que tivemos quando ele
tinha quatro anos, de ter feito xixi no meu braço durante o primeiro
episódio dos Teletubbies, e do dia do aniversário da Lady Gaga.
Não são incríveis? Mas, a maioria das pessoas não
concorda. E, porque suas mentes não encaixam na versão que a
sociedade tem sobre normalidade, eles são frequentemente deixados de lado
e mal compreendidos.
Mas o que me deu ânimo e fortaleceu minha alma é que
embora esse fosse o caso, embora eles não sejam considerados pessoas
comuns, isto só pode significar uma coisa: que eles são
extraordinários -autistas e extraordinários.
Para quem não esteja muito familiarizado com o termo
"autismo". trata-se de um distúrbio cerebral que afeta a
comunicação social, as habilidades de aprendizado e, às vezes, as
habilidades físicas. Ele se manifesta de forma diferente em cada
indivíduo. e é por isso que Remi é diferente do Sam. Em todo o mundo,
a cada 20 minutos, alguém é diagnosticado com autismo. E, embora seja um
dos transtornos dedesenvolvimento que mais cresce no mundo, não se conhece
causa ou cura.
Nem consigo lembrar-me do primeiro momento em que me
defrontei com autismo, mas não posso me lembrar de um dia sequer sem ele. Eu
tinha apenas três anos quando meu irmão nasceu, e eu estava tão
entusiasmada por ter um novo ser em minha vida. Depois de alguns
meses, percebi que ele era diferente. Ele gritava muito. Ele não
queria brincar como os outros bebes, e, de fato, ele não parecia nem
um pouco interessado em mim. Remi vivia e reinava no seu próprio mundo,
com suas próprias regras, e encontrava prazer nas mínimas coisas, como
colocar carros em fila ao redor do quarto e ficar olhando a máquina de
lavar, e comer qualquer coisa que estivesse no seu caminho. À medida
que foi crescendo, ele era cada vez mais diferente, e as diferenças
tornaram-se mais óbvias. Porém, além das birras e das frustrações e
da hiperatividade incessante havia algo realmente único: uma natureza
pura e inocente, um garoto que via o mundo sem preconceito, um ser humano
que jamais mentiu. Extraordinário.
Agora, não posso negar que houve alguns momentos bem
desafiadores na minha família, momentos nos quais eu desejava que eles
fossem como eu. Mas, eu me recordo das coisas que eles me ensinaram sobre
individualidade, comunicação e amor, e percebo que estas são coisas que eu
não gostaria de mudar com a normalidade. A normalidade desconsidera a
beleza que as diferenças nos traz, e que o fato de sermos diferentes não
significa que um de nós esteja errado. Significa apenas que há um tipo
diferente de certo. E se eu puder dizer ao Remi apenas uma coisa e ao
Sam e para vocês é que vocês não precisam ser normais. Vocês
podem ser extraordinários. Porque sendo ou não autista as nossas
diferenças - Temos um dom! Todos temos um dom dentro de nós mesmos, e
para ser totalmente honesta, a busca da normalidade é o sacrifício extremo
da potencialidade. A oportunidade de crescimento, de progresso e mudança morre
no momento em que tentamos ser como alguma outra pessoa.
Por favor, não me digam que sou normal. Obrigada.
BAILE DE COMEMORAÇÃO 40 ANOS APAE ITABIRA
60 ANOS APAE NO BRASIL - Associação de Pais e Amigos dos
Excepcionais comemora 60 anos da fundação da primeira entidade no Brasil. A
APAE é a maior rede que atende à pessoa com deficiência intelectual e múltipla
40 ANOS APAE ITABIRA - é preciso conhecer o papel que as APAES no Brasil vêm desempenhando frente à defesa de direitos e no exercício dos deveres cidadãos das pessoas com deficiência. O foco reside no favorecimento da aprendizagem e do integral desenvolvimento das pessoas com deficiência intelectual e múltipla que atendem.
Muito temos a comemorar e o Sistema Único de Saúde - SUS, credencia a APAE de Itabira, com a interveniência da Secretaria Municipal de Saúde de Itabira, com o Programa do SERDI, que define os serviços Especializados de Reabilitação em Deficiência Intelectual e Transtornos do Espectro Autista (TEA).
40 ANOS APAE ITABIRA - é preciso conhecer o papel que as APAES no Brasil vêm desempenhando frente à defesa de direitos e no exercício dos deveres cidadãos das pessoas com deficiência. O foco reside no favorecimento da aprendizagem e do integral desenvolvimento das pessoas com deficiência intelectual e múltipla que atendem.
Muito temos a comemorar e o Sistema Único de Saúde - SUS, credencia a APAE de Itabira, com a interveniência da Secretaria Municipal de Saúde de Itabira, com o Programa do SERDI, que define os serviços Especializados de Reabilitação em Deficiência Intelectual e Transtornos do Espectro Autista (TEA).
Assinar:
Postagens (Atom)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)